8.29.2011

Continuando

Continua a dizer para si que é poético ficar até não estar ninguém.
Continua a convencer-se que é cinematográfico ter o sol a pôr-se pelas janelas do gabinete enquanto uma qualquer empregada limpa o chão de forma rítmica.
Continua a acreditar que sair com os corredores já escuros e o chão recém-lavado é prova de que leva a sua vida a sério.

Continua a acreditar que ainda tem alma que o valha.

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