Estávamos numa espécie de aeroporto saído de um filme de ficção científica. Feito de metal, com tubos pelo tecto e paredes, e pequenos terminais de controlo digitais com ecrãs tácteis.
Sabia que tínhamos chegado a Marte, um planeta totalmente comunista e maioritariamente turístico.
A espécie de aeroporto onde nos encontrávamos tinha várias lojas no seu interior, a mais próxima sendo uma espécie de supermercado para turistas, com um nome que podia ser mudado entre diversos nomes conhecidos de estabelecimentos comerciais da Terra, de forma a que os viajantes se pudessem sentir em casa.
Muitos amigos estavam sentados numa espécie de esplanada de centro comercial, perto de um bar, com mesas redondas e cadeiras vermelhas, falando todos amigavelmente. Aproximando-me deles, uma amiga referiu que o seu noivo ainda não tinha chegado, pois era suposto vir numa nave diferente da nossa. A prova de que naquele sonho, todos nós tínhamos 10 ou 20 anos a mais.
Saindo do bar, dirigimo-nos para fora da base/aeroporto, onde me deparei com espanto (apenas eu porque era o único em Marte pela primeira vez) com uma espécie de estufa gigante com atmosfera que imitava a da Terra, céu azul, nuvens, muito verde, um riacho com uma cascata que atravessava toda aquela espécie de jardim e uma pequena e curva ponte de madeira que passava por cima do riacho. O ar era obviamente artificial, sentia-se o fresco do oxigénio de ar condicionado demasiado frio, contrastando com o calor e atmosfera abafada do aeroporto. Onde quer que fosse ouvia vozes em altifalantes a falar de partidas e chegadas, uma voz distintamente feminina e maquinal.
(Acordei por momentos, voltei a dormir pouco tempo depois e retomei o sonho)
Desta vez estava num hangar onde as naves partiam, e estava com a tal amiga. Ela perguntava a um guarda do aeroporto se a nave do marido ainda não tinha partido da Terra, visivelmente preocupada. Tentava ligar para ele sem sucesso de um telemóvel com ar futurista.
O hangar era enorme e metálico, com algumas partes em pedra e uma grande rampa a descer de onde as naves partiam, presas por umas grandes barras de metal.
Acordei de vez, com a Life on Mars de David Bowie na cabeça.
(este post é a transcrição exacta do que me lembro de um sonho tido hoje).
Delta e os Panisgas
5 horas atrás

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