I'd be better if I had dived in your white moon, swam around in your Prozac eyes, embraced your smile of cocaine.
I'd be better if I would forget the world as I see it, only to journey through the vision you give me of it.
I'd be better if I had accepted you with arms open, instead of tossing you to the ground and forgetting you ever existed.
I was weak, and I ran away,
Instead of accepting your needle through my vein...
You could be my exit, my escape, my only one.
I could be addicted and believe in your perfect white world and in your promises that it would be forever...
You'd run through my blood and I would always want another fix...
I'd hold you forever with me until you would kill me.
And you would keep sure I wanted more and more...
Keeping my dopamine alive until I needed a bigger dose.
But I left you on the ground,
And I was too afraid of taking you in.
2007-12-28
Dosage
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Film
Is there life after this night?
Now that we can't see the road beyond where the headlights are pointing?
The mist is great, the night is dark.
The driver is falling asleep, the rail getting closer each minute.
The confusion sets in, wasn't he an insomniac?
This movie doesn't make sense...
But it sells.
Bring it closer to the rail, make it crash it against himself, watch the car spiral around until someone wrecks into the drivers door and smashes his body into the seat...
Cut.
Stop filming, that's a wrap for today.
And he heads home, to his Home, to the comfort of the sheets after facing the coldness of the Sky.
Just another broken hero.
Just another spiraling driver.
Another face, another mask.
And after all is said and done, after the insomnia stops and we let the sandman in for a while, then what?
Will we wake up in the morning?
Will we die peacefully in our sleep?
Will these memories cease to exist, will the nostalgia stop?
No it won't, it keeps flowing through the brainscape.
We have a feeling of nostalgia of something or somewhere that never existed.
We can feel it and see it clearly...
Streets with no name, people walking quietly, tall buildings, cars cruising through...
But it's not real. We know.
It's
Not
Real
Snap out of it, you.
Wake up, it's time for your close-up.
Roll camera.
Lights.
And... Action.
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2007-12-25
6,6
Porque é tudo uma sucessão de dias iguais, tudo passa ao lado.
Espírito natalício ou de qualquer outro tipo são desconhecidos, vários aspectos de infância tornaram a sua familiarização impossível.
E enquanto o vento sopra, a chuva cai, o sol se põe, a noite chega, noutro ponto do mundo tudo acontece ao contrário.
6,6 milhões de esperanças ou de falta dela.
6,6 milhões de sucessões.
6,6 milhões de cópias, mas tão distintas...
Natal no verão, Natal no inverno, norte, sul, este, oeste, nascente, poente, oriente, ocidente.
Neva, faz sol...
E aqui, no canto, o calor só meu.
A casa.
Eu.
Apenas eu, desta vez.
Um dia será constante.
A casa muda, mas vai parar.
Um dia fico...
6,6 milhões e só eu aqui...
6,6 milhões...
6,6...
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13:47
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2007-12-19
Autómat(ic)o
Foi de vez. Desta vez soltaram-se uns quantos circuitos...
Desta vez desligou, e deixou-se bater no chão com força.
Quer ir para longe, quer ficar perto.
Quer ser sociável, quer ficar sozinho.
Quer atenção, quer ser deixado em paz.
Sabe no que se está a tornar, sabe que não é o que quer...
Mas está a avançar na mesma.
Está-se a fundir, a tornar apenas um...
A separação é cada vez menor, e estiveram sempre certos...
Um passo para a frente, dois para trás.
O Autómato acorda, faz doer a cabeça, cria espasmos, exige controlo.
Quer ser ele, e ele hesita entre ignorá-lo ou deixá-lo conduzir.
Proposta tentadora, mas mesmo assim evita-a.
Por quanto tempo?
É só ele e Ele, mais ninguém, mais ninguém pode intervir.
Mas a solidão instala-se eventualmente, e denota-se novamente o pensamento duplo.
Ele e ele... Mas qual dos dois quer o quê?
Ou querem ambos o mesmo e a segunda opção é apenas moralismo?
A linha entre o que está certo e o que se deve fazer é cada vez mais ténue... Nada se perde, tudo se transforma... Também aqui tal citação se adapta.
O conflito é grande, a dor de cabeça também e a opção ainda é desconhecida.
Mas algo lhe diz que virá naturalmente.
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2007-12-17
Vago
Não sei se sei, se quero, se compreendo, e ao mesmo tempo não sei se me apetece ceder.
Era tão fácil, e no entanto luto, e fujo, e chego à superfície para me preparar para andar em terra firme outra vez. E nem sei nadar...
Calo-me sempre e isso não me deixa afirmar o que acho.
É o mais difícil, mas o mais sensato.
Porém é o que vai contra a individualidade.
E num mundo de máquinas, de respostas frias e de egoísmo, é o mais certo a fazer.
Mas a que preço?
O preço do silêncio é a morte da liberdade.
A morte da liberdade é a realização de uma ideia global.
A realização de uma ideia global é a maquinização.
A luta épica, a ideia concreta...
Conformar e ser mais um...
...Inconformado para sempre e renegado?
O passado, o presente e o futuro.
Talvez haja mesmo mais que um caminho.
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23:39
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2007-12-13
Simples
É bastante simples, na verdade...
Há dias em que isso me preocupa e faz falta...
E há outros em que minto...
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2007-12-08
99
Vejo-me ao espelho de uma qualquer casa de banho de bar e falo comigo mesmo mexendo apenas os lábios. As palavras, essas estão todas na minha mente.
Clandestino e visivelmente ébrio, não só pelos movimentos mas também pelo olhar, repito para mim mesmo que estou "completamente perdido" vezes e vezes sem conta. Claro que a palavra pode ter sido outra acabada em "dido" mas pelo bem dos bons modos vejo-me obrigado a alterá-la.
Rio enquanto penso na fila que se forma do outro lado da porta e penso se acharão que desmaiei ou pior. Quando finalmente me decido a sair está já um aglomerado de pessoas à espera da sua vez, provavelmente a censurarem-me nas suas mentes.
Saio para um bairro lotado, cheio de gente que conversa entre si, procuro o meu grupo e insiro-me neste, só mais um ser social no meio de muitos. Conversas banais, sem grande interesse porque a mente não consegue ir mais longe. Mas em minutos reparo bem na rua, olho em redor, e o tempo pára. É a mesma rua, o mesmo sítio e os mesmos pensamentos, mas agora com uma pessoa a menos. E é importante, penso eu?
-Não, não é importante.
O tempo retoma o seu curso natural, os pensamentos voltam a ser vagos e simples e as conversas o seu grau de banalidade de uma noite de sexta-feira.
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2007-12-06
Velotricidade
Corro, salto, cada vez mais alto, sentindo cada vez mais energia, salto da ravina, consigo voar, voo por prédios, planícies, campos, rios, oceanos, viajo à velocidade da luz em êxtase, como se todos os poros conseguissem exprimir felicidade na rapidez, na energia que crio, na febre da velocidade, equilibro-me no topo de montanhas, rompo nuvens, apanho boleia em asas de aviões, impulsiono-me para cima, ainda mais alto, atravesso a atmosfera, vejo o céu azul a dar lugar a estrelas, vejo o espaço, volto a descer a pique, aproximo-me de terra firme, endireito-me e aterro com força no deserto criando uma cratera e fazendo com que quilos de areia se levantem, volto a saltar, salto quilómetros, bato no chão novamente, e levanto voo, rente agora ao oceano, crio ondas de centenas de metros, mergulho com força, um tremor de terra humano, bato no fundo do mar, o chão abre-se, saio com grande estrondo pelos ares, vejo cidades a passarem em segundos, a velocidade a ser cada vez maior até dar uma volta completa ao globo, até me desintegrar devido a velocidades sobre-humanas e aterrar sem vida, despedaçado e feliz.
Ninguém conhece o que sou... Nem eu mesmo.
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2007-12-03
Ex Nihilo Panton
Ele é sempre um reflexo de quem o vê.
Ele tem mil caras e nenhuma delas é a verdadeira.
Ele viu pobres e ricos, vítimas e assaltantes, eruditos e ignorantes, ruas sujas com gente a dormir em camas de cartão e jardins com crianças a brincar sem preocupação. Viu gente a pedir, gente que recusou dar, gente a fugir, gente a aproximar, multidões que atravessam os mesmos caminhos sem se olharem nos olhos, introvertidas, egoístas, despreocupadas, derrotistas.
Viu cristãos, ateus, muçulmanos, judeus, viu vida e morte, injustiça e redenção, viu orgulho e viu perdão.
Ele viu verde e viu azul, viu cinzento e pouco mais, viu excentricidade e coisas normais.
Ele viu tudo e não conseguiu ser alguém, observou o outro lado e ficou sempre aquém, ele tem vários nomes mas nenhum foi o correcto, não soube quem foi, não conheceu o afecto.
Não teve mãe nem pai, cresceu órfão e renegado, aprendeu com o que observou, filho de um mundo desesperado, foi criança e foi adulto, mártir, anjo, e diabo, teve a cruz e teve o culto, simples, crente, e abandonado.
Escreveu nas paredes para deixar a sua marca, que nunca esteve ali, que tal nunca tinha acontecido, que nunca teve noção de si, que antes de se lembrar já se tinha há muito esquecido.
Escreveu livros e descreveu paisagens, mundos, sítios invioláveis, paraíso infinito e impossível, para esquecer um mundo que considerou desprezível.
Ele foi o nada e foi tudo, foi ouvinte e foi surdo, observador mas cego à nascença, invisível mas todos sentiam a sua presença.
Foi o que cada um desejava e não o que ele queria ser, metamorfoseou-se e adaptou-se, tornou-se o que todos queriam ver, tornou-se forte e imortal, transparente, desigual, metafísico e invulnerável, acertado e incontestável.
Tornou-se um e assim foi tudo, tornou-se único e o mundo, tornou-se o que o viu crescer, e que nunca o chegou a ver morrer, tornou-se lenda e herói, e hoje existe em todos nós, tornou-se a brisa e a chuva, mesmo quando estamos sós, tornou-se o verde e o azul, o cinzento e pouco mais, tornou-se a excentricidade e as coisas normais.
Tornou-se cristão e ateu, muçulmano e judeu, tornou-se a vida e a morte, a injustiça e redenção, tornou-se o orgulho...
E o perdão.
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22:48
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